Publicado em 11 de junho de 2026 • Atualizado em 20 de agosto de 2026
Descubra quais são os países que não precisam de passaporte na América do Sul, bem como, quais documentos são aceitos e prazos de permanência. Além disso, veja dicas práticas para planejar sua viagem com segurança e tranquilidade.
Quais países da América do Sul aceitam brasileiros sem passaporte?
Para viagens de turismo, brasileiros podem usar documento de identidade válido em destinos sul-americanos cobertos pelos acordos de documentos de viagem, sem precisar apresentar passaporte.
Na prática, a lista útil para este guia é: Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. A Carteira de Identidade Nacional (CIN) física também pode ser utilizada nos países em que o Brasil possui acordo de viagem.
A regra não deve ser confundida com “todo país associado ao Mercosul aceita RG”: o Suriname, por exemplo, exige passaporte de brasileiros.
| País | RG/CIN no turismo | Ponto de atenção |
|---|---|---|
| Argentina | Sim | Documento físico, íntegro e com foto que identifique claramente o titular. |
| Bolívia | Sim | Use documento de viagem válido e registre corretamente entrada e saída. |
| Chile | Sim | O documento de identidade substitui o passaporte apenas nas condições do acordo. |
| Colômbia | Sim | Confirme requisitos sanitários e migratórios próximos à viagem. |
| Equador | Sim | Regras de permanência e eventuais controles adicionais são definidos pela imigração local. |
| Paraguai | Sim | RG ou passaporte em bom estado; CNH e carteiras profissionais não valem para ingresso. |
| Peru | Sim | RG recente e que permita identificação clara; passaporte, se usado, deve cumprir a validade exigida pelo país. |
| Uruguai | Sim | Turistas brasileiros podem permanecer por até 90 dias, com possibilidade de prorrogação conforme a regra local. |
| Venezuela | Sim, no âmbito dos documentos de viagem reconhecidos | Por ser um cenário político e migratório sujeito a mudanças, confirme a regra oficial antes do embarque. |
| Suriname | Não | Brasileiros precisam de passaporte; portanto, o país não entra na lista deste artigo. |
A referência operacional mais segura no Brasil é a Polícia Federal sobre viagens sem passaporte no Mercosul. Para a CIN, o Governo Digital informa que o documento possui zona legível por máquina e pode ser usado nos países em que o Brasil mantém acordo de viagens. Como os requisitos podem mudar, vale conferir também a representação consular do destino pouco antes de sair do Brasil.
O que significa viajar sem passaporte?
Significa que, para a finalidade de turismo e dentro dos acordos aplicáveis, o brasileiro pode apresentar o RG físico ou a CIN física como documento de viagem. Isso não elimina o controle migratório, não transforma CNH em documento de entrada e não dispensa regras sobre menores, veículo, vacinação, prazo de permanência ou finalidade da viagem.
Se o motivo for trabalho, estudo, residência, tratamento de saúde ou outra finalidade diferente do turismo, a orientação da Polícia Federal é usar passaporte válido e verificar o enquadramento migratório correspondente. Essa diferença evita um erro comum: achar que o mesmo documento aceito para férias resolve qualquer tipo de permanência no exterior.
O que mudou com a CIN nas viagens regionais em 2026?
Em 2026, a discussão sobre documento de identidade para viagens regionais ganhou uma atualização importante. O Conselho do Mercado Comum aprovou a Decisão CMC nº 10/2026, que modifica o anexo do acordo sobre documentos de viagem e de retorno dos Estados Partes e Associados.
Para o viajante brasileiro, a atualização reforça a necessidade de olhar para o documento efetivamente reconhecido no acordo vigente, e não para listas antigas que ainda tratam somente o modelo estadual de RG.
A página oficial da Carteira de Identidade Nacional, atualizada em julho de 2026, explica que a CIN possui dados visuais estruturados segundo padrão internacional e zona legível por máquina (MRZ), semelhante à usada em passaportes. Isso facilita a leitura do documento em países com os quais o Brasil mantém acordo de viagens.
Ainda assim, a CIN não transforma a América do Sul inteira em área sem passaporte: Guiana e Suriname, por exemplo, não devem ser incluídos automaticamente na mesma regra.
Outro cuidado é o formato. A digitalização do documento no aplicativo GOV.BR não deve ser confundida com autorização para cruzar fronteiras apenas com o celular.
Em fevereiro de 2026, a Polícia Científica de Santa Catarina reforçou que a identidade física continua necessária em viagens internacionais. Portanto, mesmo que você use a CIN digital no cotidiano, leve a versão física para embarque e imigração.
Como funciona a circulação com documento de identidade no Mercosul?
Os acordos regionais permitem que documentos de identidade reconhecidos sejam usados como documentos de viagem em deslocamentos entre países participantes.
Para brasileiros em turismo, isso reduz a burocracia, mas não elimina a passagem pela imigração. O viajante continua responsável por apresentar documento físico adequado, cumprir o prazo concedido e atender às regras específicas do destino.
O Mercosul nasceu em 1991 com o Tratado de Assunção, firmado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. A Bolívia concluiu seu processo de adesão e integra os Estados Partes; a Venezuela permanece suspensa dos direitos e obrigações inerentes à condição de Estado Parte.
Para entender a composição e as diferenças entre membros e associados sem desviar o foco deste artigo, veja também quais são os países do Mercosul.
O ponto mais importante para quem vai viajar é distinguir participação institucional no bloco de documento efetivamente aceito para ingresso turístico.
A associação ao Mercosul, por si só, não autoriza concluir que o RG brasileiro será aceito. Por isso, a lista desta página segue a regra de documentos de viagem aplicável ao brasileiro e exclui destinos que exigem passaporte.
Quais erros com o RG podem impedir o embarque?
Poder viajar pelos países vizinhos da América do Sul levando apenas o RG na carteira é uma das maiores facilidades que o viajante brasileiro tem à disposição.
Dá para decidir o roteiro em cima da hora, economizar a taxa do passaporte e curtir as férias com muito mais praticidade. Porém, essa facilidade faz muita gente relaxar demais e esquecer de olhar para o próprio documento. O resultado?
Todos os dias, pessoas são barradas nos balcões de embarque dos aeroportos ou nas fronteiras rodoviárias por bobeira. Para que você não passe por esse estresse, a nossa equipe listou as duas maiores pegadinhas do RG que você precisa conferir agora mesmo.

A pegadinha da foto de infância que barra no aeroporto
Sabe aquele RG antigo que você emitiu há anos, onde você ainda aparece com rostinho de criança, aparelho nos dentes ou um corte de cabelo que ficou no passado?
Pois é, guardar esse documento como recordação é ótimo, mas tentar embarcar com ele para Buenos Aires ou Santiago é um passaporte carimbado para voltar para casa mais cedo.
O papel do oficial da imigração na fronteira é muito simples: ele precisa olhar para a foto do documento, olhar para o seu rosto hoje e ter 100% de certeza de que você é a mesma pessoa:
- Identificação prejudicada: fotos desatualizadas impedem o trabalho do fiscal.
- Referência dos 10 anos: a Polícia Federal orienta o uso de identidade emitida há menos de dez anos e com fotografia que ainda identifique plenamente o titular.
Nossa orientação é simples: compare a foto do documento com sua aparência atual e verifique a data de emissão. Se houver dúvida sobre identificação, conservação ou aceitação, providencie um documento atualizado antes da viagem e consulte a companhia de transporte quando necessário.
O desastre do documento com o plástico abrindo
Outro detalhe que passa batido, mas que os fiscais de fronteira olham com lupa, é o estado físico do papel. O seu RG precisa estar impecável.
Documentos rasgados, borrados, com dados ilegíveis, alterações físicas importantes ou fotografia que dificulte a identificação podem ser recusados. A decisão final é da autoridade migratória, por isso não viaje com um documento visivelmente comprometido.
O perigo do plástico descolando nas pontas
Sabe quando o plástico original do RG começa a abrir nas pontinhas por conta do uso na carteira? Para o fiscal da imigração, aquilo é um sinal de alerta vermelho.
Eles desconfiam imediatamente que o documento pode ter sido aberto de propósito para trocar a foto ou adulterar os dados textuais.
É proibido plastificar por conta própria
Evite qualquer intervenção caseira no documento, como plastificação adicional, recorte, cola ou tentativa de reparar partes soltas. Alterações podem dificultar a conferência dos elementos de segurança e gerar dúvida sobre a autenticidade.
Quando o RG estiver danificado, o caminho seguro é emitir um novo documento, em vez de tentar restaurá-lo por conta própria. Portanto, faça o teste do visual: o documento deve estar firme, totalmente selado, limpo e com as pontas perfeitas.
Tratar o seu RG com o mesmo carinho que você trataria um passaporte é o primeiro passo para garantir que a sua única preocupação na viagem seja curtir o destino com total leveza!
Como funciona a saída do Brasil usando RG ou CIN?
O processo para brasileiros saírem do Brasil rumo aos países que não precisam de passaporte (em turismo) exige planejamento mínimo, pois embora o passaporte possa não ser necessário, a documentação e logística ainda importam.
Assim, antes de tudo, verifique a data de emissão e o estado de conservação do seu RG — isso evita contratempos na fronteira. Então, em seguida, confirme junto à embaixada ou ao órgão de migração do país destino se há exigências adicionais como seguro-viagem ou comprovante de vacinação.
Para quem sai do Brasil via rodovia ou via aérea rumo a esses países, o procedimento de imigração costuma ser mais ágil justamente pela familiaridade das autoridades com o acordo de livre circulação. No entanto, recomenda-se chegar com antecedência, portar documentos extras e bilhetes de volta.
Em resumo, viajar sem passaporte reduz custos e simplifica o preparo, mas não elimina a necessidade de verificar com atenção regras locais de estadia, visto ou prorrogação, se for o caso.
Exemplos de rotas populares e experiências reais
Por exemplo, um brasileiro que embarca de São Paulo para Buenos Aires, na Argentina, pode apresentar apenas o RG. Dessa forma, já pode cuidar de alugar carro ou combinar traslado com mais liberdade, sem esperar a emissão de passaporte.
Além disso, outra situação: cruzar de carro pelo Brasil para o Paraguai ou Uruguai, onde a circulação com RG facilita muito para quem prefere viagens rápidas de lazer, compras ou descanso.
Portanto, essas experiências mostram que a entrada simplificada não significa viagem rasa — ao contrário, possibilita imersão mais espontânea.
No entanto, sempre leve em conta que “sem passaporte” não significa “sem regras” — cada país define seus prazos, fiscalização e exigências de retorno.
Quais vacinas e certificados podem ser exigidos na viagem?
Viajar sem passaporte não significa viajar sem requisitos sanitários. A exigência de vacina depende do país, da procedência do viajante, de conexões e de regras que podem mudar com rapidez. Por isso, não é correto tratar a febre amarela como obrigação universal para todos os destinos desta lista.
O Ministério da Saúde orienta consultar as exigências internacionais de febre amarela antes da viagem. Quando o país exige comprovação, o documento usado é o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP).
Para febre amarela, o CIVP passa a ter validade a partir do décimo dia depois da vacinação e permanece válido por toda a vida, conforme a orientação oficial atual.

Como confirmar a exigência de febre amarela?
Use a página de Saúde do Viajante do Ministério da Saúde e, para emissão do certificado, o serviço oficial Obter o CIVP. Se o voo tiver escala em outro país, confira também as regras da conexão.
Qual é a regra atual para o Paraguai?
O Consulado-Geral do Brasil em Assunção informa, em orientação atualizada em julho de 2026, que o Paraguai exige CIVP de febre amarela de viajantes provenientes dos estados de Amazonas, Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul e Roraima. A vacina deve ter sido tomada com antecedência mínima de dez dias quando a exigência se aplicar.
Essa regra mostra por que recomendações genéricas podem causar erro: duas pessoas que entram no mesmo país podem estar sujeitas a exigências diferentes conforme a procedência. Antes de uma ida a Ciudad del Este, consulte a página oficial de ingresso de brasileiros no Paraguai.
Peru e Colômbia têm a mesma regra de febre amarela?
Não. Esse é um dos pontos que mais exigem atualização, porque a recomendação de saúde e a exigência migratória são coisas diferentes.
A Embaixada do Brasil em Lima informa que o Peru não exige, como regra geral de entrada, o certificado de febre amarela de viajantes brasileiros, embora a vacinação seja recomendada para quem seguirá para áreas onde existe risco de transmissão, especialmente em zonas amazônicas.
Na Colômbia, a Embaixada do Brasil em Bogotá registrou mudança na exigência para viajantes provenientes do Brasil a partir do final de 2024. Isso não elimina a necessidade de checagem quando o roteiro inclui áreas de risco epidemiológico, parques naturais, trechos amazônicos ou exigências específicas de companhias de transporte.
Em outras palavras, portar o CIVP pode continuar sendo prudente para determinados roteiros mesmo quando ele não aparece como condição migratória geral.
Para uma Expedição Rodoviária com mais de um país, a conferência deve ser feita pela procedência real de cada trecho. A regra aplicável na segunda fronteira pode considerar onde o viajante esteve antes de chegar ali, e não apenas sua nacionalidade.
Por isso, um roteiro Brasil–Paraguai–Bolívia ou Brasil–Peru–Colômbia merece checagem sanitária por fronteira, e não apenas por destino final.
Quais regras extras valem para viajar de carro pela fronteira?
Quando a viagem é rodoviária, o documento pessoal é apenas uma parte da conferência. O motorista também precisa cuidar da habilitação, do documento do veículo, do seguro obrigatório aplicável e, quando o automóvel estiver em nome de terceiro, das autorizações exigidas pelo país de destino.
Essa é uma área em que a logística de fronteira muda conforme a rota. Antes de sair, consulte a autoridade consular e a seguradora com base nos países que serão efetivamente atravessados, inclusive quando houver apenas trânsito por poucas horas.
O que é o Seguro Carta Verde?
A Carta Verde é um seguro de responsabilidade civil obrigatório para veículos brasileiros abrangidos pelo acordo quando ingressam em países do Mercosul. A Susep explica as regras do Seguro Carta Verde e destaca que a cobertura é voltada a danos pessoais e materiais causados a terceiros, dentro dos limites da apólice. Ela não deve ser confundida com seguro do próprio veículo.
Para Argentina, Paraguai e Uruguai, confirme a vigência do certificado para todo o período e para todos os trechos da viagem. No Chile, a própria Susep informa que a Carta Verde não é o seguro utilizado; veículos estrangeiros devem observar o seguro obrigatório chileno aplicável.
Quais documentos do carro e do motorista devem ser conferidos?
Leve a CNH física válida para condução, o documento do veículo e o seguro correspondente à rota. A CNH serve para dirigir dentro das condições reconhecidas pelo país visitado, mas não substitui RG, CIN ou passaporte no controle migratório.
- confira se o CRLV e a CNH estão válidos e disponíveis no formato aceito;
- se o veículo não estiver em seu nome, confirme a procuração ou autorização exigida e se precisa de Apostila da Haia;
- leve o seguro internacional correto para cada país da rota;
- confira os equipamentos obrigatórios diretamente na orientação oficial do destino.
O que o Paraguai exige de quem entra de carro?
A orientação consular brasileira para o Paraguai, atualizada em 2026, cita documento do carro, RG ou passaporte, CNH física, Carta Verde e, quando o condutor não é o proprietário, procuração pública apostilada. Também relaciona itens de segurança como extintor válido, kit de primeiros socorros, macaco, pneu estepe e dois triângulos.
Para outras rotas, não copie essa lista automaticamente. Argentina, Uruguai, Chile, Bolívia e Peru podem ter requisitos próprios. Em uma expedição rodoviária, nossa recomendação é montar o checklist por fronteira e não apenas por país final, porque a exigência relevante pode estar justamente no território de trânsito.
Quais são as regras para crianças e adolescentes viajarem sem passaporte?
Crianças e adolescentes também precisam de documento de viagem válido para cruzar a fronteira. Além da identificação, a saída do Brasil pode exigir autorização de viagem quando o menor estiver desacompanhado, com apenas um dos genitores ou com terceiros.
O ponto de segurança é separar duas perguntas: qual documento permite identificar o menor no país de destino? E quem precisa autorizar a saída do Brasil? Resolver apenas uma delas não garante o embarque.

A certidão de nascimento substitui o documento de viagem?
Para cruzar fronteiras internacionais, não trate a certidão de nascimento como substituta automática de RG, CIN ou passaporte. A certidão pode ser necessária para comprovar filiação em determinados procedimentos, mas o menor deve portar o documento de viagem aceito pelo país de destino. A foto precisa permitir a identificação atual da criança ou adolescente.
Quando é necessária autorização de viagem internacional?
Quando o menor sai do Brasil sozinho, acompanhado por apenas um dos genitores ou por terceiro, é preciso verificar a autorização aplicável.
O Ministério da Justiça orienta que famílias confiram as exigências antes do embarque; a autorização pode ser emitida nos formatos previstos pelas autoridades brasileiras, inclusive conforme as regras de autorização eletrônica quando aplicáveis.
Se ambos os genitores viajam com o menor, a situação é diferente, mas ainda assim os documentos devem comprovar adequadamente identidade e vínculo. Em casos de guarda, óbito de genitor, adoção, divergência de sobrenome ou decisão judicial, leve os documentos complementares pertinentes.
O passaporte pode trazer autorização para o menor viajar?
Sim. Na emissão de passaporte de menor, existe a possibilidade de registrar autorização de viagem conforme as modalidades previstas pela Polícia Federal.
Não confunda essa funcionalidade com a CIN ou o RG: antes de depender de uma anotação no documento, confirme exatamente qual autorização foi registrada e em quais situações ela produz efeito.
Quais destinos sem passaporte podem ter custo mais acessível?
Bolívia, Peru, Paraguai e algumas regiões da Argentina podem aparecer em planejamentos de viagem com orçamento mais controlado, mas “barato” depende de câmbio, época, transporte, hospedagem e estilo de viagem.
A dispensa de passaporte pode reduzir uma etapa documental para quem ainda não possui o documento, mas não é suficiente para classificar um destino como econômico.
Como custo de viagem é uma intenção própria, este artigo não transforma documentação em ranking de preços. Para comparar destinos por orçamento, consulte destinos baratos internacionais e use os valores atualizados da época da sua viagem.

Quais documentos realmente substituem o passaporte no turismo regional?
Para o brasileiro que viaja a turismo aos destinos abrangidos pelos acordos, os documentos de referência são a cédula de identidade (RG) e a Carteira de Identidade Nacional (CIN) física, além do próprio passaporte. A identidade precisa estar íntegra e permitir a identificação clara do titular.
Quais requisitos o RG deve cumprir?
A Polícia Federal orienta que a cédula de identidade usada no turismo regional tenha sido emitida há menos de dez anos e que a fotografia ainda identifique plenamente o titular.
Mesmo quando o documento não possui uma “data de validade” impressa, viajar com RG muito antigo ou danificado aumenta o risco de recusa pela transportadora ou pela imigração.
A CIN é aceita para viajar?
Sim, nos países em que o Brasil possui acordo de viagens compatível. O Governo Digital confirma o uso internacional da CIN nesses acordos e destaca que o documento possui zona legível por máquina, semelhante à utilizada em passaportes.
A atualização regional de 2026 torna essa informação ainda mais relevante porque os anexos do acordo de documentos de viagem passaram por revisão recente.
Na prática, a vantagem da CIN é reunir identificação nacional padronizada, CPF como número único e elementos de leitura automática. Isso tende a reduzir ambiguidades encontradas em RGs estaduais antigos, especialmente quando o documento tem fotografia desatualizada, impressão desgastada ou modelo pouco familiar para a autoridade estrangeira.
Ainda assim, a autoridade migratória continua podendo analisar conservação, autenticidade e correspondência entre a foto e o titular.
Quem já possui CIN física recente tem um documento especialmente adequado para esse tipo de viagem. Quem ainda usa RG estadual não precisa concluir que ele deixou de existir como documento de viagem, mas deve conferir a regra vigente do destino e a orientação da Polícia Federal. Em qualquer dos casos, levar o documento físico é a conduta mais segura.
CNH, carteira profissional e protocolo servem para entrar?
Não como substitutos gerais do documento de viagem. A Polícia Federal alerta que CNH, OAB, CRM, certidões e documentos semelhantes não são aceitos para ingresso no âmbito dessa regra de viagem. Um protocolo de pedido de documento também não deve ser tratado como autorização para cruzar a fronteira.

Por quanto tempo o brasileiro pode permanecer como turista?
O fato de entrar com RG ou CIN não define, sozinho, o prazo de permanência. O período é concedido pela autoridade migratória conforme a legislação do destino. Em vários países sul-americanos, o turismo é autorizado por até 90 dias, mas prorrogação, limite anual e documentação para estender a estadia variam.
Quais exemplos de prazo estão confirmados?
No Uruguai, o Consulado-Geral do Brasil informa permanência de até 90 dias, renovável por mais 90. No Paraguai, a orientação publicada em 2026 prevê prazo máximo de até 90 dias corridos para turistas e possibilidade de uma prorrogação, sujeita à decisão da Direção Nacional de Migrações. O acordo de turismo entre Brasil e Chile também prevê 90 dias, com possibilidade de prorrogação mediante solicitação.
Como confirmar o prazo do seu roteiro?
Consulte a autoridade migratória ou a representação consular de cada destino antes de planejar estadias longas. Se o itinerário inclui vários países, trate cada ingresso separadamente: atravessar uma nova fronteira não “zera” de forma automática qualquer limite anual ou restrição migratória do país anterior.
O que acontece se o turista ultrapassar o prazo de permanência?
Ultrapassar o período autorizado pode gerar multa, cobrança de taxa, necessidade de regularização antes da saída e consequências em futuros controles migratórios. O procedimento e o valor não são uniformes na América do Sul, portanto não é seguro assumir que a penalidade será apenas financeira ou que poderá ser resolvida no aeroporto.
Como a imigração controla entrada e saída?
Os controles migratórios registram a entrada e a saída do viajante mesmo quando o documento usado é uma identidade, e não um passaporte. Em fronteiras com registro eletrônico, os dados ficam associados ao movimento migratório. Em rotas que entregam comprovante físico, guarde o documento até a saída.
Se precisar ficar além do período inicialmente concedido, procure o órgão migratório antes do vencimento. Essa antecedência é importante porque alguns procedimentos não são instantâneos e podem exigir pagamento de taxa, formulário ou comparecimento presencial.
Por que não vale a pena regularizar somente na saída?
Deixar a solução para o último dia aumenta o risco de perder transporte, conexão ou reserva enquanto a irregularidade é processada. Para estadias longas, mantenha registrada a data de entrada e confirme a data-limite concedida pela autoridade local em vez de calcular apenas pela memória.
É preciso passaporte em uma escala ou conexão internacional?
Imagine a cena: você encontrou uma passagem com um preço incrível para passar as férias nas praias caribeñas de Aruba ou para curtir os parques de Orlando.
Na hora de olhar o itinerário do voo, você percebe que o avião faz uma parada de apenas duas horas no aeroporto de Bogotá, na Colômbia, ou em Lima, no Peru, antes de seguir para o destino final.
Nesse momento, muitos viajantes de lazer se perguntam: “Se a Colômbia e o Peru aceitam o RG brasileiro, eu posso fazer essa viagem inteira sem passaporte, já que vou apenas pisar no aeroporto deles?”.
Essa é uma dúvida excelente, mas que exige muita atenção para você não ficar preso na hora da conexão.
A regra do destino final manda no seu embarque
Para não errar na hora de arrumar os documentos, a regra de ouro do turismo internacional é uma só: o documento obrigatório da sua viagem é sempre definido pelo país onde você vai passar as férias, e não pelas paradas do avião no meio do caminho:
- Se o seu ponto final são os Estados Unidos, o México ou a Europa, você precisa do passaporte válido desde o momento em que faz o check-in no Brasil.
- Mesmo que a escala do voo seja em Santiago ou Buenos Aires (que aceitam o RG), a companhia aérea não vai deixar você embarcar no Brasil sem o passaporte se o destino final exigir o documento.
Portanto, a documentação deve ser compatível com todo o itinerário. Se o destino final exige passaporte, leve o passaporte desde o embarque no Brasil, mesmo que uma escala intermediária ocorra em país que aceite RG ou CIN.
Quando a conexão permite passear com o RG
Existe uma situação muito comum e deliciosa onde o RG se transforma em um super trunfo durante as paradas de voo dentro da América do Sul. É quando você encara aquelas conexões longas, de 8, 12 ou até 24 horas de espera.
Aproveitando para conhecer a cidade na faixa
Se você está voando do Brasil para Santiago, no Chile, mas o seu voo tem uma conexão de 10 horas em Buenos Aires, você não precisa ficar mofando na sala de embarque do aeroporto argentino.
Como a Argentina aceita o nosso RG, você pode passar pela imigração, carimbar a sua entrada com o documento de identidade e sair para almoçar um bom bife de chouriço ou passear pela Recoleta.
Depois, basta voltar ao aeroporto com antecedência, passar pelo raio-X novamente e seguir para o Chile. É a melhor forma de transformar uma espera cansativa em um passeio bônus de lazer na sua viagem!
Brasileiros precisam de visto para turismo nesses países?
Nos destinos sul-americanos listados neste artigo, brasileiros normalmente contam com dispensa de visto para visitas turísticas de curta duração, dentro das condições de cada acordo. A ausência de visto não elimina limite de permanência, controle migratório ou exigências específicas de entrada.
Brasil e isenções de visto
A isenção de visto deve ser analisada junto com a finalidade e o prazo da viagem. Turismo de curta duração é diferente de residência, trabalho remunerado ou estudo prolongado; nesses casos, confirme a categoria migratória antes de viajar.
Quais procedimentos valem para outras finalidades de viagem?
Caso ultrapasse o período autorizado, solicite renovação ou visto temporário no órgão responsável local. Documentos exigidos geralmente incluem formulário preenchido, foto, comprovante de renda e taxa consular.

É possível visitar vários países usando o mesmo documento?
Sim, desde que cada país do roteiro aceite o documento apresentado para a finalidade da viagem. Em circuitos regionais, o mesmo RG ou CIN pode acompanhar o viajante em várias fronteiras, mas cada entrada e cada saída continuam sendo eventos migratórios independentes.
Como funciona o vaivém entre as fronteiras?
Ao sair de um país e entrar em outro, apresente-se aos controles oficiais correspondentes, mesmo quando a travessia terrestre parece rápida ou integrada. Em algumas fronteiras, os postos ficam próximos; em outras, saída e entrada são registradas em estruturas diferentes. Não presuma que atravessar fisicamente a ponte ou estrada significa que o registro migratório foi concluído.
- use sempre o mesmo documento válido e em boas condições durante o percurso, quando possível;
- confira se a saída do país anterior e a entrada no seguinte foram registradas;
- guarde comprovantes físicos de migração quando forem entregues;
- não considere que entrar em outro país renova automaticamente o prazo de um destino anterior.
Por que a Patagônia exige atenção especial à logística de fronteira?
Na Patagônia, alguns deslocamentos rodoviários cruzam trechos chilenos e argentinos mais de uma vez. Nesses roteiros, documentação pessoal, registro migratório e documentação do veículo precisam estar organizados para todas as passagens, não apenas para o ponto final.
Esse é um dos cenários em que a experiência de logística de fronteira faz diferença. No Circuito Patagônia da Livare, o planejamento rodoviário considera as travessias necessárias ao itinerário e reduz o risco de o viajante descobrir uma exigência somente na fronteira.
A CNH ou outro documento pode substituir RG, CIN ou passaporte?
Para o controle migratório, não conte com a CNH, carteiras profissionais, certidões ou protocolos como substitutos do documento de viagem. A orientação da Polícia Federal diferencia claramente documento de identificação aceito para ingresso de documento usado para outras finalidades, como dirigir.
A CNH serve para entrar em outro país?
Não. Mesmo tendo fotografia, CPF e validade nacional, a CNH não substitui o documento de viagem no controle de fronteira. Para turismo regional, leve RG ou CIN física aceita pelo destino, ou passaporte.
A CNH serve para dirigir durante a viagem?
A função é outra: a CNH pode ser utilizada para condução conforme as regras do país visitado e o tipo de viagem. O Peru, por exemplo, informa que a CNH brasileira vigente é válida para dirigir por 90 dias na condição de turista. Para viagens de carro, leve a CNH física e confira se o destino exige PID ou documento adicional no seu caso.
Em resumo: documento de viagem para entrar; habilitação para dirigir. Carregar ambos evita confundir regras que pertencem a autoridades diferentes.
E quem é estrangeiro residente no Brasil?
Estrangeiros residentes no Brasil não devem presumir que um protocolo de residência brasileiro produz os mesmos efeitos que o RG/CIN de um cidadão brasileiro no exterior. O documento aceito depende da nacionalidade, do acordo aplicável e do país de destino. Nessa situação, confirme diretamente com a autoridade migratória ou consular antes do embarque.
Como organizar dinheiro e pagamentos nos países vizinhos?
A facilidade de viajar com RG ou CIN não resolve a parte financeira do roteiro. Argentina, Chile, Uruguai, Peru e Colômbia usam moedas e sistemas de pagamento diferentes, e câmbio, impostos e aceitação de cartões podem mudar. Por isso, a melhor estratégia é combinar meios de pagamento em vez de depender de uma única opção.

Por que levar mais de um meio de pagamento?
Cartões internacionais são práticos em cidades e estabelecimentos estruturados, enquanto dinheiro local continua útil em pequenos comércios, mercados, gorjetas, transportes ou regiões com conectividade limitada. Leve uma reserva financeira separada do meio de pagamento principal e mantenha cartões habilitados para uso internacional.
Como lidar com o câmbio na Argentina?
O mercado cambial argentino passou por mudanças frequentes nos últimos anos. Em vez de fixar neste artigo uma cotação ou afirmar que determinado cartão sempre oferece a melhor taxa, compare no momento da viagem o câmbio aplicado pelo emissor do cartão, o custo total de conversão, o IOF e a cotação oferecida por casas de câmbio formais.
O que observar no Chile e no Uruguai?
No Chile, a moeda local é o peso chileno. Se usar dinheiro, confira cuidadosamente o valor das cédulas e a cotação antes de trocar. Para entender melhor a moeda, veja nosso conteúdo sobre peso chileno.
No Uruguai, benefícios fiscais para turistas podem ser alterados por período e categoria de serviço; confirme a regra vigente antes de escolher cartão ou dinheiro apenas por causa de um desconto.
Como planejar pagamentos no Peru e na Colômbia?
No Peru, a moeda local é o sol; na Colômbia, o peso colombiano. Em ambos os casos, avalie cartão internacional, saque e câmbio de moeda em locais formais.
A Embaixada do Brasil em Lima recomenda que o cartão esteja habilitado para o exterior e que o viajante tenha dinheiro para contingência, já que podem ocorrer problemas em saques e caixas eletrônicos.
Como planejar uma viagem sem passaporte com mais segurança?
Planejar a viagem com antecedência evita imprevistos e garante tranquilidade durante o percurso; assim pode saber de antemão as exigências de cada país para entrada e se preparar melhor.
Verifique a validade do RG
Antes de embarcar, confirme a data de emissão e estado de conservação do seu documento.
Em casos de RG antigo, solicite uma segunda via para garantir aceitação em imigração.
Organize cópias de segurança e avalie seguro viagem
Faça cópias impressas e digitais do RG e demais documentos, bem como, considere contratar seguro viagem que cubra extravio de documentos e despesas médicas. Antes de concluir seu planejamento, lembre-se destes cuidados:
- mantenha cópias em nuvem acessíveis de qualquer lugar;
- informe familiares ou amigos sobre seu itinerário e dados de contato.
Quais são os erros mais comuns ao viajar com documento de identidade?
O viajante corre risco de ter a entrada negada se seu RG estiver danificado ou ilegível.
RG danificado ou ilegível
Documentos com rasgos, manchas ou fotos apagadas podem ser recusados pelos oficiais de imigração. Substitua documentos comprometidos antes de embarcar para evitar contratempos.
Inconsistência de dados
RGs com dados incompatíveis entre frente e verso ou divergências de nome podem causar questionamentos. Então, verifique todas as informações e solicite correção em cartório, se necessário.

RG ou CIN no celular valem na imigração?
Com a correria do dia a dia, nós brasileiros estamos cada vez mais acostumados a deixar as carteiras de couro em casa e resolver tudo usando apenas o smartphone.
Aplicativos oficiais como o do RG Digital e a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no celular facilitam demais a nossa vida no trânsito, nos bancos e nos aeroportos em voos domésticos dentro do Brasil.
Porém, quando o assunto é cruzar a fronteira para fora do território nacional, o cenário muda de figura. Deixar o documento de papel em casa confiando apenas na tela do celular é o caminho mais rápido para ter o seu embarque cancelado e passar um sufoco desnecessário na viagem.
Por que levar o documento físico?
Para viagens internacionais amparadas pelo acordo, leve o RG ou a CIN em versão física. Documentos digitais aceitos em serviços internos no Brasil não devem ser tratados como substitutos automáticos do documento físico no controle migratório, original e impresso:
- As autoridades do Mercosul e dos países associados não possuem acesso aos sistemas digitais do governo brasileiro para checar os QR Codes dos nossos aplicativos de celular.
- O agente da imigração precisa tocar no papel do seu documento, conferir as marcas d’água de segurança contra falsificação e verificar o relevo da foto.
Portanto, não dependa exclusivamente do aplicativo. Mantenha o documento físico com você na bagagem de mão e preserve cópias digitais apenas como apoio em caso de perda ou para facilitar atendimento consular.
O papel do RG digital como plano B de segurança
Embora o aplicativo do celular ou o documento em PDF não sirvam para você passar pelo guichê da imigração na chegada, eles possuem um papel valiosíssimo como uma ferramenta de emergência e segurança durante os seus passeios.
Facilidade em caso de perda ou furto do documento
Imagine que você está passeando pelas ruas de Santiago ou Buenos Aires e, por um descuido, perde a carteira com o documento físico dentro.
Se você tiver uma cópia digitalizada do documento salva no e-mail, na nuvem ou uma foto nítida na galeria do celular, o processo para conseguir ajuda será infinitamente mais rápido.
Como usar a cópia digital a seu favor no exterior
Com a imagem do seu RG em mãos no celular, você consegue comprovar a sua identidade muito mais facilmente ao procurar o Consulado Brasileiro na cidade para emitir uma Autorização de Retorno ao Brasil (ARB).
A cópia digital é útil para informar seus dados e facilitar o atendimento consular em caso de perda, mas não deve ser apresentada como substituta oficial do documento físico quando uma autoridade exigir identificação válida. Guarde o original em local seguro conforme o contexto da viagem e mantenha a cópia apenas como contingência.
É melhor viajar com RG, CIN ou passaporte?
Os três documentos podem ter funções diferentes no planejamento. Se a viagem é exclusivamente turística e passa apenas por países que aceitam identidade brasileira, RG ou CIN física podem ser suficientes.
Ainda assim, o passaporte pode ser uma escolha mais conservadora quando o roteiro envolve conexões fora do acordo, permanência longa, necessidade de solicitar outro tipo de autorização migratória ou possibilidade de mudança de itinerário.
Quando o RG continua sendo uma boa opção?
O RG é útil para viagens turísticas regionais quando está bem conservado, foi emitido recentemente e a fotografia representa o viajante com clareza. A Polícia Federal trabalha com a referência de emissão inferior a dez anos para a viagem sem passaporte no Mercosul.
Se o documento está próximo dessa faixa, mas ainda permite identificação perfeita, consulte a transportadora e avalie se vale emitir a CIN antes de viajar.
Não confunda a idade do documento com a idade do viajante. O problema prático é a combinação entre tempo de emissão, estado físico e capacidade de identificação. Uma fotografia infantil em documento apresentado muitos anos depois pode gerar dúvida, assim como rasgos, dados apagados ou película danificada.
Quando a CIN pode ser a escolha mais prática?
A CIN foi desenhada com padrão nacional e possui elementos que facilitam leitura e identificação. Para quem está atualizando um RG antigo, pode ser uma alternativa natural antes de uma viagem regional.
O uso internacional, porém, continua condicionado ao acordo existente com o país visitado: possuir CIN não transforma o documento em substituto universal do passaporte.
Também é importante viajar com a versão física. Aplicativos e documentos digitais podem funcionar em diversas situações dentro do Brasil, mas o controle de fronteira deve ser planejado com o documento físico aceito pelo acordo. Mantenha uma cópia digital apenas como contingência, não como única forma de identificação.
Quando vale levar passaporte mesmo sem ser obrigatório?
Levar passaporte pode ser útil quando existe chance real de alterar o roteiro para um país que não aceita identidade brasileira, quando o voo possui conexão que exige controle documental diferente ou quando a finalidade da viagem não é apenas turismo. Ele também oferece uma segunda opção de identificação em situações em que o RG ou a CIN geram dúvida.
Isso não significa carregar dois documentos originais no mesmo bolso. Em viagem, guarde os documentos de forma segura e evite expor todos ao mesmo risco de perda ou furto. Se decidir levar RG/CIN e passaporte, considere mantê-los separados quando não estiver em deslocamento migratório.
| Cenário | Documento mais adequado | Por quê? |
|---|---|---|
| Turismo somente em países da lista | RG ou CIN física aceita pelo destino | Atende ao acordo regional quando o documento está em boas condições. |
| RG antigo, danificado ou foto desatualizada | CIN atualizada ou passaporte | Reduz o risco de dúvida sobre identidade. |
| Conexão ou destino fora da regra regional | Passaporte | O documento exigido pelo destino final precisa acompanhar o viajante desde o embarque. |
| Trabalho, estudo, residência ou outra finalidade | Passaporte e documentação migratória aplicável | A regra simplificada com identidade é direcionada ao turismo. |
| Viagem rodoviária por vários países | Documento de viagem + CNH + documentos do veículo | Identidade e habilitação cumprem funções diferentes. |
O que muda entre viajar de avião, ônibus e carro?
O acordo sobre documento de viagem não muda por causa do meio de transporte, mas a operação do embarque e da fronteira muda bastante. Em avião, a companhia aérea verifica documentos antes do embarque e a imigração ocorre em aeroporto. Em ônibus internacional, a conferência pode acontecer no terminal e novamente no posto fronteiriço. De carro, além dos passageiros, o veículo entra no processo documental.
Como funciona no avião?
Em voos internacionais, apresente o documento de viagem aceito no check-in e no controle migratório. Se a passagem termina em um país que exige passaporte, a companhia pode exigir esse documento já no Brasil mesmo quando a conexão ocorre em Buenos Aires, Santiago, Lima ou Bogotá. O itinerário completo, e não apenas o aeroporto de escala, define o que você precisa levar.
Conexões com bilhetes separados merecem atenção adicional. Dependendo do aeroporto, pode ser necessário retirar bagagem, sair da área internacional e passar formalmente pela imigração antes de fazer novo check-in. Nesse cenário, as regras de entrada do país da conexão também entram no planejamento.
Como funciona no ônibus internacional?
Em uma viagem rodoviária regular, tenha o documento físico disponível durante todo o trajeto. A ANTT orienta que passageiros de linhas internacionais observem os documentos aceitos no destino. A empresa transportadora pode fazer uma conferência prévia, mas essa checagem não substitui a decisão da autoridade migratória na fronteira.
Para quem viaja em expedição rodoviária, a vantagem do planejamento prévio é saber exatamente em quais pontos ocorrerão os controles. Algumas rotas atravessam mais de uma fronteira no mesmo dia, e o documento deve permanecer acessível, protegido e pronto para apresentação.
Como funciona no carro próprio?
Além do documento de viagem, organize CNH, CRLV, seguro internacional e autorização do proprietário quando necessária. Em rotas pelo Mercosul, a Carta Verde é um ponto central para veículos abrangidos. Se a rota entra no Chile, confira também o seguro exigido especificamente para veículo estrangeiro, já que a Carta Verde não substitui o seguro chileno aplicável.
O veículo também precisa cumprir requisitos de segurança do destino. Evite listas copiadas de fóruns ou redes sociais: itens obrigatórios variam e boatos sobre equipamentos são comuns. A fonte correta é a orientação consular, a autoridade de trânsito ou a norma oficial do país.
Como conferir as regras oficiais antes de sair do Brasil?
Uma boa checagem não precisa ser complicada. O erro é pesquisar apenas “precisa de passaporte?” e encerrar o planejamento. A entrada internacional reúne identidade, finalidade, prazo, saúde, menores, transporte e, às vezes, comprovação de recursos ou bilhete de saída. Por isso, nossa equipe recomenda uma conferência em camadas.
1. Confirme o documento de viagem
Comece pela orientação da Polícia Federal sobre Mercosul e pela representação consular do destino. Verifique se o seu documento físico está dentro da referência de emissão, se a foto identifica você e se não existem danos.
2. Confirme a finalidade da viagem
Turismo, trabalho, residência e estudo não são categorias equivalentes. Se haverá atividade remunerada, matrícula, residência temporária ou permanência diferente de uma visita turística, procure a categoria migratória correta. A facilidade de usar identidade no turismo não deve ser estendida para outras finalidades por analogia.
3. Confirme o prazo concedido
Não calcule automaticamente 90 dias para qualquer país. Verifique o prazo oficial, eventuais limites anuais e a possibilidade de prorrogação. Ao entrar, confira o registro migratório ou comprovante recebido e anote a data-limite. Se precisar de extensão, inicie o procedimento antes do vencimento.
4. Confirme saúde e vacinação
Consulte o Ministério da Saúde, a Anvisa e a autoridade do destino. Regras de febre amarela podem depender do local de procedência e também de escalas. Se houver exigência de CIVP, não deixe a emissão para o aeroporto: o certificado precisa estar disponível no formato aceito e a vacina pode exigir antecedência mínima para produzir validade internacional.
5. Confirme regras de menores e do transporte
Famílias devem verificar autorização de viagem internacional e documentação de filiação. Em carro, acrescente seguro, CNH, CRLV, autorização do proprietário e equipamentos obrigatórios. Em ônibus ou avião, consulte a transportadora sobre apresentação do documento sem tratar a resposta comercial como substituta da norma migratória.
Esse método reduz a dependência de listas antigas e torna o planejamento mais confiável. Para entender o que acontece no posto de fronteira, consulte também nosso guia de controle de imigração.
Quais cuidados merecem atenção em cada destino?
Embora os países compartilhem mecanismos de integração regional, cada autoridade migratória continua soberana para aplicar suas regras. A lista abaixo não substitui a consulta oficial perto da viagem; ela organiza os pontos que mais mudam a decisão de quem pretende viajar sem passaporte.
Argentina e Uruguai
Argentina e Uruguai são os exemplos mais familiares para quem sai do Sul do Brasil por via terrestre, mas a facilidade de usar identidade não elimina a formalidade migratória.
Na Argentina, a orientação consular brasileira reforça que o ingresso turístico pode ser feito com documento de identidade físico válido ou passaporte e que CNH não substitui o documento migratório. Em trechos rodoviários, entrada e saída precisam ser registradas, inclusive em deslocamentos curtos por cidades de fronteira.
Quem viaja de carro para a Argentina deve conferir CNH física, CRLV/CRV, Carta Verde e, quando o veículo estiver em nome de terceiro, a autorização correspondente com as formalidades exigidas. A página oficial de entrada na Argentina do Consulado do Brasil em Paso de los Libres é uma referência útil para quem cruza a fronteira por estrada.
No Uruguai, o Consulado-Geral do Brasil em Montevidéu informa permanência turística de até 90 dias, renováveis por mais 90. Para veículos brasileiros, também destaca Carta Verde e autorização apostilada quando o automóvel pertence a terceiro, além de lembrar que a CNH é aceita para dirigir, mas não para ingressar no país como documento de viagem.
Paraguai
O Paraguai merece atenção porque reúne várias dúvidas frequentes em uma mesma fronteira: identidade, permanência, vacinação e documentação do carro. O Consulado-Geral do Brasil em Assunção informa que brasileiros turistas podem entrar com RG ou passaporte e reforça que CNH e carteiras profissionais não funcionam como documento migratório.
O prazo turístico pode chegar a 90 dias corridos e a prorrogação pode ser concedida uma vez, a pedido do interessado e a critério da Direção Nacional de Migrações.
Se o documento apresentado estiver perto de vencer, a autoridade pode limitar o período autorizado à validade restante do documento. Isso mostra por que “tenho passagem de volta para daqui a três meses” não garante, por si só, que a imigração concederá exatamente esse prazo.
Para carro, o consulado lista CNH física, documentação do veículo e Carta Verde, além de procuração pública apostilada quando o motorista não for o proprietário. A mesma fonte também detalha o CIVP de febre amarela para viajantes procedentes de determinados estados brasileiros, razão pela qual a conferência deve ser feita perto da data da viagem.
Chile
No Chile, a orientação consular brasileira aceita documento de identidade físico dentro das condições do acordo regional. O Consulado-Geral do Brasil em Santiago destaca a importância de documento recente, íntegro e com fotografia que permita identificar o viajante.
CNH, certidão de nascimento, carteiras profissionais e versões digitais não devem ser tratadas como substitutos do documento de viagem.
Em roteiros rodoviários, o cuidado aumenta porque o seguro exigido para veículo estrangeiro no Chile não é o mesmo produto usado automaticamente em Argentina, Paraguai e Uruguai.
Quem cruza Andes e Patagônia precisa planejar cada fronteira como uma etapa documental própria: identidade, CNH, veículo, seguro e autorização do proprietário devem estar coerentes com o país daquele trecho.
Também é importante observar o prazo concedido pela autoridade chilena no ingresso. A dispensa de passaporte para turismo não significa permanência indefinida nem dispensa de registro migratório.
Peru
A Embaixada do Brasil em Lima informa que brasileiros podem ingressar com passaporte ou documento de identidade civil brasileiro válido. CNH e documentos profissionais não substituem o documento migratório. Para quem optar pelo RG, a recomendação prática é usar exemplar recente, bem conservado e com fotografia que permita identificação imediata.
O Peru é um bom exemplo de por que documentação pessoal e saúde devem ser conferidas separadamente. A entrada com identidade pode estar regular e, ao mesmo tempo, o roteiro incluir regiões amazônicas para as quais a vacinação contra febre amarela é recomendada. A exigência migratória geral não deve ser confundida com a avaliação de risco sanitário do local visitado.
Para quem pretende dirigir, a orientação consular brasileira informa possibilidade de uso da CNH brasileira vigente por turista dentro do período reconhecido localmente. Em uma rota terrestre longa, mantenha a diferença bem clara: RG/CIN ou passaporte para imigração; CNH para condução.
Colômbia e Equador
Colômbia e Equador constam do regime regional de documentos de viagem que reconhece documentos nacionais de identidade. O acordo do Mercosul sobre documentos de viagem e suas atualizações são a base jurídica regional para essa circulação.
Ainda assim, cada país conserva competência para definir controles migratórios, formulários, prazos, requisitos sanitários e procedimentos de entrada.
Na Colômbia, além do documento de viagem, o viajante deve conferir os procedimentos eletrônicos definidos pela autoridade migratória colombiana e os requisitos de saúde aplicáveis à rota.
A orientação da Embaixada do Brasil em Bogotá sobre febre amarela é especialmente relevante para diferenciar regra geral de entrada de recomendações ou exigências localizadas em áreas de risco.
No Equador, o documento de identidade reconhecido pelo acordo não elimina controles adicionais que possam ser adotados por via aérea ou terrestre.
Se a viagem combinar Colômbia e Equador, trate a passagem entre os dois países como uma nova entrada internacional: mantenha o documento físico acessível, registre corretamente a movimentação e confira as regras da fronteira que será efetivamente utilizada.
Bolívia
A Bolívia é atualmente Estado Parte do Mercosul, e não um país “em processo de adesão”. Para brasileiros em turismo, a facilidade documental regional convive com uma logística de fronteira que pode ser mais exigente por causa de distâncias, altitude, postos terrestres e trechos com infraestrutura limitada. O documento pessoal deve permanecer acessível durante todo o percurso, não apenas no primeiro controle.
A orientação consular brasileira na Bolívia informa que o turista deve respeitar o período autorizado e manter o comprovante ou registro de ingresso.
Em roteiros terrestres, perder esse registro pode transformar a saída em um procedimento mais demorado. Para quem percorre altiplano, Uyuni ou conexões com Peru e Chile, a logística de fronteira deve ser planejada por etapa, porque cada nova entrada gera seu próprio controle.
Famílias com menores também devem conferir regras locais de saída quando a permanência for prolongada ou quando a composição dos acompanhantes mudar ao longo da viagem. A autorização brasileira para sair do Brasil não substitui automaticamente eventuais formalidades exigidas pela autoridade boliviana no momento de deixar o país.
Venezuela
A Venezuela permanece suspensa dos direitos e obrigações inerentes à condição de Estado Parte do Mercosul, mas essa suspensão institucional não deve ser confundida automaticamente com extinção de todos os instrumentos regionais dos quais o país participou.
O acordo de documentos de viagem historicamente inclui a Venezuela e continua sendo a referência jurídica que explica por que o país aparece em listas regionais de circulação com identidade.
Ao mesmo tempo, este é o destino em que a diferença entre base jurídica e operação real da fronteira merece mais cautela. Condições de passagem, rotas terrestres, segurança e procedimentos consulares podem mudar de maneira mais sensível do que em outros países da lista.
Por isso, antes de depender exclusivamente de RG ou CIN, confirme a situação com a representação diplomática e com a autoridade migratória responsável pelo ponto de entrada.
Se houver escala em terceiro país, a documentação exigida para esse trânsito também precisa ser analisada. Um acordo que permita identidade no destino final não obriga um país intermediário, fora do mesmo regime, a aceitar esse documento.
Por que Suriname fica fora da lista?
Porque associação política ou econômica não equivale a autorização de entrada com RG. A orientação da Embaixada do Brasil em Paramaribo exige passaporte para brasileiros que viajam ao Suriname. A página oficial também informa necessidade de observar a validade do passaporte e o pagamento da taxa de entrada aplicável ao visitante.
Esse exemplo é importante porque evita uma simplificação comum em conteúdos de viagem: transformar “América do Sul”, “Mercosul” e “país associado” em sinônimos de “entrada com RG”. Eles não são sinônimos.
O que decide se o passaporte pode ser dispensado é a combinação entre acordo de documentos de viagem, nacionalidade, finalidade da viagem e regra atual aplicada pelo destino.
Por isso, Suriname permanece deliberadamente fora da lista principal desta URL. Se a viagem combinar Guiana, Suriname ou conexões caribenhas com países do Cone Sul, o passaporte volta a ser a referência documental mais segura para todo o roteiro.
Quais dúvidas ainda são comuns sobre viagens sem passaporte?
Veja a seguir as principais dúvidas a respeito do assunto antes de viajar.
Posso viajar de avião apenas com RG?
Sim, uma vez que companhias aéreas aceitam RG em embarques domésticos e regionais na América do Sul, desde que o documento esteja em bom estado.
Preciso traduzir o RG para outra língua?
Não há exigência de tradução oficial pois as autoridades regionais conhecem o formato do RG brasileiro.
E se eu perder o RG durante a viagem?
Faça o registro policial da perda, furto ou roubo e procure a repartição consular brasileira responsável pela região. Dependendo da situação e da documentação disponível, o consulado poderá orientar a emissão de novo passaporte ou de uma Autorização de Retorno ao Brasil (ARB).
A ARB é um documento de viagem de emergência para quem precisa regressar ao Brasil e não reúne os requisitos para obter passaporte naquele momento.
Ela é gratuita, tem validade limitada ao deslocamento necessário e pode registrar a cidade de escala ou trânsito. Não é um “novo RG internacional” e não deve ser usada para continuar um roteiro turístico por outros países. Ao chegar ao Brasil, o documento pode ser recolhido pelo controle migratório.
Fotos do RG, cópias digitais e arquivos salvos na nuvem ajudam a comprovar dados e agilizam a identificação perante o consulado, mas não substituem o documento de viagem na fronteira. Antes de sair do Brasil, mantenha cópia segura do documento, contatos consulares e comprovantes de transporte; isso reduz o impacto operacional caso o original desapareça.
Meu RG tem CPF no verso: isso facilita a entrada?
Ter CPF no verso do RG não altera requisitos de imigração, mas pode ajudar em processos de comprovação de vínculo social.
Posso trabalhar nesses países sem passaporte?
Para atividades remuneradas, é necessário visto de trabalho ou autorização específica, independentemente de usar RG para entrada.
O que lembrar antes de viajar sem passaporte?
Viajar pela América do Sul com RG ou CIN pode simplificar bastante o planejamento, mas o documento de identidade é apenas uma peça da viagem. A segurança está em conferir finalidade, fronteiras do roteiro, estado do documento e regras atualizadas de cada país.
- Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela estão entre os destinos regionais em que brasileiros podem viajar a turismo usando documento de identidade aceito pelo acordo aplicável;
- Suriname não entra nesta lista: brasileiros precisam de passaporte para viajar ao país;
- leve RG ou CIN física em excelente estado e com fotografia que identifique claramente o titular;
- CNH, carteira profissional, certidões e protocolos não substituem o documento de viagem no controle migratório;
- confira vacinação, autorização de menores, seguro e documentos do veículo conforme o seu roteiro;
- em viagens rodoviárias, trate cada fronteira como uma etapa própria de documentação e registro.
Na Livare, esse cuidado faz parte do planejamento de uma Expedição Rodoviária: nossa equipe trabalha com roteiros pela América do Sul em que documentação, sequência de fronteiras e logística são avaliadas antes da saída. É esse planejamento que transforma uma rota complexa em uma viagem organizada, com suporte e previsibilidade.

